ARTISTAS
Sofia Brito
As minha prática de dança tem origem metódica nas praticas de dança pós-modernas e em práticas eco-somáticas, e quando entrelaçada com a natureza promordial assemelha-se a uma busca antropológica pela memória ancestral e transgeracional através do corpo.
Na pratica coreógrafica estou influenciada por varias correntes, pelos encontros artisticos que vivenciei, ainda assim desde 1995 o encontro as obras coreograficas de Meg Stuart ativaram uma afinidade profunda e desenharam um caminho invisivel na minha pesquisa pessoal.
Natural de Lisboa e mãe da Rita e do Rodrigo. Ser artista e mãe é parte fundamental do meu percurso artístico. Sou coreógrafa e intérprete de dança contemporânea e teatro, radicada em Lisboa; mestre em Teatro/Artes Performativas pela ESTC (2022) e licenciada em coreografia, dança contemporânea e artes performativas pela P.A.R.T.S. (1ª turma, de 1995 a 1998).
A pratica fisica esta ancorada no movimento livre na natrueza, filha de mãe e pai mergulhadores de aguas profundas, passei muito tempo no mar. Sempre adorei todos os desportos coletivos, e nadar, comecei a praticar ballet clássico aos 5 anos e dança moderna, jazz e sapateado aos 13. Pratiquei ioga aos 14 anos. Concluí a minha formação profissional em ballet clássico na escola da Companhia Nacional de Ballet aos 17 anos. Desde criança e adolescente, aos 9 anos, desenvolvi uma prática artística profissional (atriz, modelo e cantora). Como bailarina contemporânea, iniciei a minha carreira em Bruxelas, em 1995. A minha identidade como bailarina foi moldada pelo repertório da companhia de dança Rosas, pelo repertório da companhia de dança Trisha Brown e pelo trabalho com Nadine Ganase. Na improvisação ao vivo, os meus primeiros mentores foram Jan Ritsema (teatro), Randy Warshaw e Celine (improvisação ao vivo), David Zambrano (Flying Low, Passing Thought e Life Improvisation), David Hernandez (Cie Damage Goods) e Steve Paxton.
A prática artística começou com o ensino prático para a investigação, desenvolvendo as minhas próprias metodologias e, em 2004, o meu primeiro solo, TAKING SHAPE, seguido de CHANGING SKIN. O meu primeiro trabalho de grupo foi no teatro, criando textos originais para 16 atores amadores da terceira idade. ACORDA! para crianças com música original de Filipe Valentim e light design de Tasso Adamopoulos, VER O MUNDO PELA JANELA um diálogo performativo com concerto de piano de Ana Rita Nunes, WILD BREATH e WHAT'S NOW? com Sevinç Liz Leila.
Em 2018 surgiu a AORCA que se tornou a minha estrutura central para inspirar uma comunidade artística mais resiliente e solidária e para desenvolver os meus trabalhos artísticos. Alguns projetos de arte participativa são ALDEIA-TAMBÉM (ATOS DMII); CIDADÃOS DO MUNDO e com jovens actores um texto FÁBRICA DE MATAR BALEIA de Kelly Freitas, e DUAS PESSOAS E UMA ILHA SOZINHA texto de Ondjaki (PANOS/DMII). Acredito na importância da voz feminina no mundo e na criação de arte para o público jovem. As minhas mais recentes criações de dança para jovens são SER ANIMAL HUMANO, LET'S TALK ABOUT e BAUBO (estreia a 10 de outubro de 2025, Lagos).
Sara Martins,
Loulé, 1989. Licenciada em Dança pela Escola Superior de Dança de Lisboa. Obteve formação complementar no PEPCC - Programa de Pesquisa e Criação Coreográfica e no CGPAE - Gestão e Produção das Artes do Espetáculo, no Fórum Dança em Lisboa. Como criadora-intérprete realizou os solos Em vez de um corpo (Faro, 2022), Meet-ing (Wittenberg, 2014), Il faut (Bruxelas, 2012) e co-criou As Carpideiras com Neusa Dias e Marta Gorgulho (2023). Dirigiu coreograficamente PUZZLE em colaboração com o LAMA Teatro (2022); Lábios de Água (2021) com a corpodehoje, e Souffle e Un corps qui reste com Omid Dashti, Guillaume Vanaspen e Andreia Afonso. Como intérprete integrou os espectáculos BAUBO de Sofia Brito (2025); AZUL ou Sobre a Força do Emaranhado de Maria Ferreira Silva (2024) os meus pés nos teus sapatos, o meu corpo no teu vestido, de Ana Borges (2024); Morro como País (2022) de Neusa Dias; A secret not to be told (2021) de Roberto Olivan; hOOPERhOPE e Hoje, assim ao pé de mim (2018) de Ana Borges; La troupe s`imole (2014) de Cyril Lamon; Percussion Project (2012) de Hofesh Shechter; What if... (2010) de Margarida Bettencourt. Na área do ensino de Dança e Educação pela Arte lecionou nos cursos profissionais de Intérprete de Dança Contemporânea e Artes do Espetáculo na Escola Secundária Tomás Cabreira em Faro (2017 – 2021); foi artista convidada no programa AxE - Arte vezes Educação (2018/19/20, 2022/23) e Artista-Residente no âmbito do Programa Ponto de Encontro, uma iniciativa do Município de Loulé. Atualmente é co-diretora artística da AORCA e coordena os projetos Clube d´Espectador Emancipado, uma co-produção com o Cineteatro Louletano/Município de Loulé e Aldeia-Também, projeto participativo integrado no programa ATOS, uma iniciativa do Teatro Nacional D.Maria II e Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o Município de Loulé.
Susana Vilar
é intérprete, criadora e formadora em práticas do corpo nas artes performativas, atuando entre dança, teatro e performance. Concluiu na Escola Superior de Dança o Mestrado em Criação Coreográfica e Práticas Profissionais (2023-2025), assim como a Licenciatura em Dança (2015-2017) com Erasmus (2017-2018) na Music and Arts University of Vienna - bolsa de mérito em 2018 e 2025. Destaca ainda da sua formação, o curso FAICC-2019 na Companhia Instável e o ensino articulado em dança no Ginasiano Escola de Dança (2012-2015).
É natural de Viana do Castelo (1996) e reside em Aveiro desde 2019. Apresenta-se enquanto intérprete cocriadora nas colaborações com os coreógrafos Madalena Victorino, Magnum Alexandre, Maria Ferreira Silva, Sofia Brito, e Claudinei Garcia. É artista residente do Plano Nacional das Artes em dois agrupamentos de escolas na região de Aveiro e integra com regularidade o projeto educativo Novo Bowing dirigido pela Cooperativa Lavrar o Mar.
Como criadora destaca as peças “Casa de Partida” (2023), “Lá Fora, Cá Dentro” (2022), “Língua” (2022) e “Cor de burro quando foge” (2019). Leciona técnica de dança contemporânea, dança criativa, ballet clássico, e laboratórios de experimentação de movimento, ao longo de 6 anos e forma regular em Ílhavo, Aveiro, Lisboa e Viana do Castelo. Realça-se do seu percurso a sua curiosidade, vontade de se desafiar, versatilidade e adaptabilidade, consistência e resiliência, disposição e prontidão para trabalhar.